CAPA de Jan de 2009

Desenho escolhido para a capa do Jornal O PIU, por Luis Celso de Camargo, em janeiro de 2009. É o PIU CHAN!!



Agora arte final publicada

editorial

Queridos leitores, começamos mais uma ano de nossas vidas, de nossa história. Pra este começo o Jornal O PIU tem muitas novidades. Uma delas é o anúncio sobre o V Salão de Humor de Limeira que já começa a ser elaborado, com uma super equipe de profissionais de primeira linha. Outra novidade importante, que o leitor já deve ter notado é a quantidade de fotos de nossos amigos, parceiros e colaboradores, que a partir de agora vão aparecer mais em nosso PIU. São coisas que o próprio público pede, e nós vamos aqui nos adaptando e mexendo aqui e ali para contentar você nosso prezado leitor. Uma das coisas mais importantes para nós é o aperfeiçoamento em todos os aspectos de nossa publicação para que cada vez mais possamos atender nossa pauta de arte e cultura, mesclada com outras vertentes que valorizem ainda mais toda a proposta e seus diferenciais. A campanha EU VOU DE BIKE vem forte este ano e já temos passeios agendados para este ano. Desejamos para todos que nos acompanham um Feliz Ano de 2009, repleto de realizações e novas emoções, além de muita diversão, cultura e lazer aqui com a gente. Esperamos que todas as boas energias continuem sempre conosco durante mais este ano, abençoado por nosso Querido Deus. Pedimos a todos que continuem se manifestando pelo email, telefone, e partilhando suas opiniões e idéias para fazermos deste trabalho um momento de alegria na vida de todos.


por Moisés Macedo Coutinho

VIOLETA



Violeta, esta belezinha na foto (tirada em Santos em Março de 1998), para muitos, é apenas uma cachorrinha, mas, para nós era um ser amado e querido que nos deixou este mês para um mundo melhor. Violeta você foi a amiga mais linda. Esteja com Deus!

VOTO



por ANDRÉ BESSA

FASHION bOOM



por RAY COSTA

EMOÇÃO

EUDOXIA CASTRO QUITERIO


Emoção, satisfação, gratidão,
Sentimentos que envolveram meu mundo.
Emoção, que de lágrimas marejou meus olhos
E me voltei a Deus com agradecimentos profundos.

O coração bateu forte, acelerou.
Homenagem que nunca esperei merecer
Das queridas colegas da Feliz Idade
As quais dou meu abraço pois todas são meu bem querer!

Como é bom saber que gostam,
Que concordam com o que faço,
Com minha maneira de pensar e ser
Que me levam inspiração ter..

Devido a: “Era Um Pouso, Respeito, Não,
Nosso Tempo, Amar a Terra, Eu,
O Diamante, Mãe, Porta do Coração
Bem Viver, Virtudes, Desafio, Esperança, ’’

E outras, muitos abraços recebi com emoção
E isso me incentiva a continuar,
A dar asas ao meu coração
E continuar a poetar!

Que felicidade fazer parte da Feliz idade,
Do deu coral parte tomar
E com as queridas colegas
Passear, viajar, cantar, sonhar....

Os Resíduos Sólidos - Lixo O homem e o meio ambiente elementos de uma abordagem para a questão dos resíduos




por Claudio Correa

A redução do consumo
Quanto menor o consumo, menores serão as perdas associadas à extração, ao processamento e a pós utilização; o consumo está intimamente ligado aos aspectos culturais das sociedades contemporâneas representando uma condição à manutenção das relações predominantes no mundo atual, portanto a inversão deste quadro é extremamente complexa; o consumo é colocado como questão fundamental associada à geração de resíduos e que necessariamente deve ser considerada.
A escolha dos materiais, neste aspecto, a troca dos materiais no pós Segunda Guerra Mundial, por materiais sintéticos e enriquecidos ou concentrados de difícil reintegração aos ciclos do planeta, se justifica apenas do ponto de vista da racionalidade econômica, do ponto de vista ambiental é absolutamente nociva; o não retorno dos elementos ao ciclo natural do planeta caracteriza uma perda ambiental e uma impossibilidade de manutenção em longo prazo, dessa dinâmica; a discussão proposta inicialmente pressupõe o questionamento da real necessidade de uso desse tipo de material; ponto fundamental a ser observado é a retomada de uma dinâmica das sociedades integrada à dinâmica cíclica dos elementos na biosfera, ela demanda uma revisão profunda dos mecanismos de acumulação do sistema capitalista predominantes nas relações econômicas atuais;
As concentrações urbanas e outras formas de concentração
Os insumos básicos à manutenção dos grandes centros urbanos e industriais podem ser representados pelos elementos naturais, produtos processados e energia em contrapartida, esses centros liberam no ambiente natural, como subproduto de sua dinâmica, os resíduos sólidos, líquidos e gasosos, além de bens de serviços; a dinâmica operacional dos grandes centros urbanos envolve a movimentação de grandes quantidades de elementos para o suprimento da população, o que implica na necessidade de exportação de grandes quantidades de resíduos e produtos gerados.

O homem, o desenvolvimento e inexoravelmente a exploração dos resíduo
O equivoco fundamental está na consideração do processo vivenciado pelo homem, como única forma possível de desenvolvimento ou evolução, por trás dos conceitos de evolução e desenvolvimento estão apenas as alterações de forma no exercício do poder;

A transição
A questão final que surge, diz respeito à viabilidade e a implementação de uma forma ampliada à temática ambiental e dentro dela a questão dos resíduos. A ala acadêmica reforça dizendo que o que se propõe de fato é uma discussão ampliada e reflexão global, que culmine em alterações na direção de relações mais harmoniosas entre os homens e deles com o planeta para quem sabe assim, garantir a permanência da espécie humana no planeta.

Vem aí o V Salão de Humor de Limeira!!



por Luis Cleso Camargo

VERSOS

por Sydney Wyss Barreto

EXPOSIÇÃO DE PHOTOGRAFIAS por ROBERTO BONOMI - A CAPOEIRA E SUAS PERSONALIDADES - PROJETO LUTA PELA CAPOEIRA




01 - 201198 SP SP Associação Brasileira de Capoeira_Me Gildo Alfinete com carterinha da Academia do Me Pastinha



02 - 050699 MG BH Me Peixinho, à esquerda na chamada de Angola e no berimbau da esquerda para direita Me Gigante, Me Toni Varg



03- 180999- MG BH CCSD- UFMG Centro, Mestre João Pequeno mostra toda sua habilidade no Jogo de Capoeira



04- 051297 SP-SP Roda na Praça Benedito Calixto, onde Me. Leopoldina (RJ)



05- 241098 RJ Duque de Caxias Roda na Praça do Relógio



06- Agosto de 1997, Nesta ocasião o Jornal da Capoeira fazia uma reportangem no Programa H de Luciano Hulk, ainda na TV Bandeirantes



07- 310703, SP Me Ananias em noite de encontro dos Mestres da Velha Guarda no Bar Brahma



08- Agosto de 1997, Apresentação no Programa do Jô, ainda no SBT



09- 250600 SP Roda da Praça da República em São Paulo, com a presença de vários Mestres



10- 250600 SP Me Ananias armando seu Berimbau para a roda da Praça da República



11- 220999 SP Me Moraes em ensaio fotográfico para a capa de seu primeiro CD de músicas de Capoeira em São Paulo, capital



12- 160803 SP Me Cobrinha Mansa em visita ao Brasil no Congresso Nacional de Capoeira



13- 100499 NY Nova Iorque Boca do Mundo (em primeiro plano) e Mucuiu no pandeiro, sem camisa, fazem show de Capoeira no Bar SOB’S,



14- 020299 NY Nova Iorque Professor Bom Jesus “dando” um parafuso em evento do ABADA



15- 250399 NY Nova Iorque Nosso Berimbau tocando em terras longínquas



16- 171200 São Paulo, Batizado de Me. Brasilia em São Paulo onde aplica a rasteira na aula


17- 180801 RJ, Encontro de Mestres, na esquerda Me. Camisa Roxa, exímio capoeirista formado de Me. Bimba



18- 180800 RJ, Lançamento de livro de Me. Acordeom (à direita no jogo) em São Paulo, que vive a muitos anos nos EUA,



19- 250499 NY Nova Iorque. O Grande Me. João Grande à direita, jogando Capoeira em sua academia na cidade de Nova Iorque, EUA
20- 110399 NY Nova Iorque. Studio do amigo fotógrafo Fernando Milani, na Broadway, com amigos Bom Jesus e Boca do Mundo coreografando a expressão corporal da Capoeira

21- 000997 RJ Copacabana, Escola de Circo, I JOGOS MUNDIAIS do ABADA-Capoeira na cidade do Rio de Janeiro, com Me Leopoldina, Me Geni e Me João Grande convidado especial que veio de Nova Iorque onde reside

CAPA do #50 dez 2008


por Izidro

editorial 50

“Oh, jingle bells, jingle bells, Jingle all the way...” Esta é uma velha canção do século 19, que acredito ser a mais famosa do Natal, pelo menos por aqui. Para nós este ano tem um gostinho especial, gostinho de mais uma comemoração, na verdade várias comemorações. Completamos a marca de 50 exemplares mensais neste mês de dezembro, o que nos é muito honroso dizer. Quatro Salões do Humor de Limeira consecutivos, acabamos de encerrar o ano com o projeto LUTA PELA CAPOEIRA, onde vamos encontrar todas as informações neste mesmo exemplar. Este evento contou com um toque especial de pessoas importantes e uma proposta diversa de outros eventos voltados a área da Capoeira. Mais do que isso tudo, somos muito gratos aos empresários de Limeira que vem apoiando nosso trabalho, nosso querido leitor, os colaboradores maravilhosos que fazem este Jornal uma vitrine cultural multifacetada com suas obras e talentos. Também a Prefeitura Municipal que tem apoiado a maioria de nossos empreendimentos sempre dando aquela força importante para alcançarmos sucesso em nossos trabalhos. É assim que temos a honra de chegar a mais uma conquista, com a força e colaboração de todos. A união faz a força, como todos sabem, e nos sentimos privilegiados de poder contar com todos estes parceiros, que durante anos a fio nos dão o prazer de sua atenção. Chegar aqui é um prazer ainda maior quando olhamos para trás e vemos que ao longo de todo este tempo conquistamos amigos e pessoas maravilhosas que encantaram a nossa vida desde o momento em que as conhecemos, e que continuam a fazê-lo. É muito gratificante poder realizar coisas boas dentro de nossa sociedade, praticar o altruísmo, ver a alegria e bom humor surgir nas pessoas. Esta é a nossa luta, praticar as coisas boas, seguir bons exemplos, e evoluir como o ser que somos. A partir do próximos ano, Vamos nos empenhar muito para continuar oferecendo uma opção a mais dentro do cenário cultural focando nossa querida Limeira, divulgando-a em outros estados e países, como temos feito, e mais, enaltecendo estas praças, dando mais vigor ao limeirense, fazendo-o sentir orgulho de sua terra e seus costumes, de seus artistas, de sua história, da cidade de Limeira em si. O objetivo do Jornal O PIU sempre foi e sempre será enobrecer nossa Limeirinha e valorizá-la como polo de novas idéias, novos conceitos, grandes empreendedores, e um povo hospitaleiro e pronto a se manifestar a favor de boas causas e uma vida austera. É assim que fazemos um agradecimento especial a todos os anjos e protetores de nossa cidade, dos homens que trabalham por ela e fazem nossa existência sempre melhor e mais rica. Na vida muitas vezes nos questionamos qual caminho seguir, que direção devemos tomar, mas nunca podemos ter dúvidas em relação ao respeito pelo próximo, a boa conduta em nossas questões sejam elas quais forem, e bom senso para recuarmos quando estivermos errados, afinal aprender parece ser a maior virtude de nossa passagem por aqui. Obrigado a todos que contribuíram para que este dia chegasse!!

por JOÃO ZERO


www.cartuns.com.br
“O valor das coisas não está no tempo que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis,
coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis”

Fernando Pessoa

HORIZONTE




Uma foto minha (Roberto) jogando Capoeira com o convidado Carcará, que veio do Rio de Janeiro, aluno do Mestre Baiano Anzol, convidado para o evento LUTA PELA CAPOEIRA que se realizou em Limeira dia 21 de dezembro de 2008. Meu amigo Wagner Morente fez uma bela imagem com suas lentes. Registrou um momento importante de minha vida, de minha luta, a luta por arte e cultura. Queria fazer um agradecimento especial a este querido amigo Wagner por sua amizade e sua parceria durante estes 50 exemplares do Jornal O PIU.




photo Wagner Morente

O projeto LUTA PELA CAPOEIRA seguiu sua meta no primeiro evento relizado em Limeira

por Roberto Bonomi




Me. Baiano Anzol do Rio de Janeiro que foi o palestrante, à esquerda, jogando com o Me. Bill, convidado de Campinas
photo Roberto Bonomi

A Capoeira, com C maiúsculo, por favor, aconteceu pra valer na Praça do Museu no penúltimo domingo de 2008. Idealizado e realizado pelo Jornal O PIU, o projeto LUTA PELA CAPOEIRA atingiu sua meta durante o dia inteiro, com rodas de Capoeira, debate de intelectuais de várias áreas, exposição de fotografias que estará aberta a visitas do público até dia 15 de Janeiro, na Biblioteca Municipal, visitas ilustres, samba de roda, demonstrações de estilos e práticas, e a entrega de certificados pela participação, tudo isso graças ao apoio da Prefeitura Municipal de Limeira, Secretaria Municipal de Limeira, Biblioteca Municipal de Limeira, SESI, RB Produções e Foto Yamashita.



photo Ivam Higor Duarte de Barbosa

A má informação sobre as origens da Capoeira e sua história foi o destaque do debate propondo uma qualificação maior para o público em geral e seus praticantes mais adeptos, ao invés de um confronto e imposição de formas rígidas.


photo Ivam Higor Duarte de Barbosa

A Capoeira é de origem brasileira, e muitos ainda não sabem disso.
No evento, que contou com a Bibliotecária Alzira Duarte de Barbosa, que foi a proponente do evento, além de grande importância para a realização deste, escolhida como a Madrinha do evento LUTA PELA CAPOEIRA.


Em primeiro plano o Prof. Doutor Ivan Santo Barbosa, Prof. Agusto Lopes (Me. Baiano Anzol) e Roberto Bonomi, Editor do Jornal O PIU, durante a palestra
photo Ivam Higor Duarte de Barbosa

Tivemos a mesa de debates formada pelo Secretário da Cultura Adalberto Pedro Mansur, O Professor Doutor Ivan Santo Barbosa (USP/ UNICAMP), a antropóloga Regina Müller de Campinas, o Mestre de Capoeira e palestrante Professor Augusto José Fascio Lopes, conhecido como Baiano Anzol no meio, representando o COMICIN, Galdino Clemente da ONG Ginga, e Roberto Bonomi, Editor do Jornal O PIU, realizador do evento.



photo Wagner Morente

Tivemos a também a visita de outras cidades além dos representantes dos grupos convidados para as apresentações que foram os Filhos de Bimba, do professor Caverna, e Grupo Cativeiro representado pelo Contra Mestre Martins e seus alunos, que vieram de Ribeirão Preto para prestigiar e enobrecer nossa cidade de Limeira.


O Secretário da Cultura de Limeira, Vossa Senhoria Adalberto Pedro Mansur propôs em seu discurso a manutenção de nossas tradições, sua valorização e muita predisposição para futuras realizações culturais com toda sua competência e organização.

photo Wagner Morente

Exemplos a Seguir

EUDOXIA CASTRO QUITÉRIO


Pela janela vejo a chuva
Que lá fora cai mansamente,
Acariciando as plantas
Dando a elas vida e frescor.

Chuva boa, bênção de Deus
Que demonstra o valor de um carinho,
Pois até a flor e a planta que murchas estão
Revivem exalando perfume em forma de gratidão!

A enxurrada leva com sua força
Folhas, flores que já viveram o suficiente,
Mas novos galhos brotarão
E nossas plantas se revigorarão.

Isso me faz pensar que a natureza nos dá muitos exemplos.
É preciso imitá-los como orientação de Deus.
O respeito, o cuidado, o carinho, a cooperação,
Dão dignidade e alegria ao coração.

A chuva passou e agora tudo é paz na rua,
Mas o pinga, pinga...tic...tic..., continua, na calçada cai
Como quem está se despedindo,
Prometendo que daqui a algum tempo tem mais!

SUBSTANTIVAÇÃO

PAULO CESAR CAZAZIN


Na essência,
como fator precedente
dos acontecimentos e dos fenômenos,
há o Espírito.

Por trás da ação humana
e das metamorfoses da Natureza
permanece o Divino.

Porque fatos e ações
trazem consigo a substância
que lhes dá Vida.

A máxima perfeição
dos significados,
está no Significante.

Toda forma de Vida
carrega em si
o Sentido Cósmico.

E os seres
são, efetivamente,
os meios pelos quais
Deus se faz manifesto.

A História da Bicicleta [4/4]

Em 1898, a bicicleta chega ao Brasil vinda da Europa. A partir desta data com sucessivas modificações técnicas e um processo variado de aperfeiçoamento em relação aos materiais empregados e aos vários tipos relacionados esta evoluiu para a atual bicicleta.
Nas décadas seguintes diversas fábricas vieram para o Brasil, entre elas a Caloi e a Monark.
Depois deste acontecimento sucessivas modificações técnicas foram introduzidas na bicicleta, tais como as mudanças e a roda livre.
A roda livre foi criada para oferecer maior conforto ao ciclista. Este dispositivo permitia interromper a pedalada especialmente em descidas, em trajectos com vento a favor e em alguns momentos de calma na corrida.
As mudanças permitem o aproveitamento de várias engrenagens e com isso imprimir maiores velocidades. É a última invenção que aperfeiçoou tecnicamente a bicicleta.
Desta forma, até os nossos dias, a bicicleta tem vindo a ser aperfeiçoada, em relação aos materiais utilizados, aos vários tipos relacionados com as modalidades, etc.
Nasceu assim, o que imediatamente foi chamado: Ciclismo
Foi Inglaterra, o primeiro país que promoveu uma regulamentação ciclística, criando o “Bicicle Union”. Na Itália, a legislação sobre o ciclismo surgiu 5 anos mais tarde, com a criação da União Velocipédica Italiana.
Em 1892 na Europa foi constituída a Internacional Cyclist Association que teve sua sede em Londres, agrupando as Federações Nacionais dos Estados Unidos, Bélgica, França, Canadá, Alemanha, Holanda, Inglaterra e Itália. Um dos primeiros actos da ICA, foi a criação dos primeiros campeonatos do Mundo, substituindo as provas até então promovidas por entidades particulares.
Porém, somente em 1886, graças a alguns ingleses, foram organizados os primeiros campeonatos mundiais, com boa consistência e organização mais séria, na cidade de Leicester. Em 1893 devido a uma polémica com os órgãos italianos, nasce a actual UCI, União Ciclística Internacional.
Nos nossos dias, os novos aperfeiçoamentos nas bicicletas ocorrem no sentido de melhorar cada tipo de bicicleta, tornando-as cada vez mais eficazes para os desportos de competição ou mais confortáveis para o lazer. Hoje existem bicicletas de específicas para cada desporto ciclístico, e dentro de cada desporto, especificas para as necessidades de cada utilizador, tamanha foi a evolução ao longo dos anos.

UMA VIDA DE CÃO [3/3]



por RAY COSTA

QUADRINHOS dez 2008

CAPA de nov 2008



por Roberto Bonomi

projeto LUTA PELA CAPOEIRA



O projeto LUTA PELA CAPOEIRA é um resgate ao esclarecimento sobre o que é a Capoeira. Reconhecida recentemente como Patrimônio Cultural Brasileiro, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) do Ministério da Cultura, esta luta-dança, que tem mil facetas dentro do complexo e vasto acervo cultural brasileiro, sofre com a má informação tanto dentro do seu próprio meio de atividades, quanto do público em geral.
Como tudo - ou quase tudo em nosso país - há uma inversão de valores onde a Capoeira é ensinada como esporte, luta ou até mesmo como forma de condicionamento físico.
A Capoeira, além dos aspectos descritos acima, trata de dança, música, instrumentos diversos, expressão corporal, expressão de linguagem, folclore, arte, inclusão social, manifestação cultural, dentre outros.
Acima de tudo, serve de ferramenta para o aprendizado e cidadania, auto-estima de nosso povo, o que, na maioria das vezes, passa despercebido.
Na verdade todos estes aspectos citados acima estão inseridos dentro da Capoeira, mas nenhum deles consegue defini-la propriamente.
É Cultura Brasileira, criada no Brasil, e muitos ainda não sabem disso.
Relaciona-se com todos os adjetivos citados, mas não tem um entendimento adequado de toda sua extensão. É compreendida apenas como um ou mais aspectos, mas não está clara a real importância e definição desta manifestação cultural genuinamente brasileira.


Objetivo

O objetivo do projeto é esclarecer o que é a Capoeira, definir sua importância, principalmente para os professores que ensinam a parte prática e física, que é apenas um dos elementos que compõem sua complexa abrangência.


DETALHES DA PROGRAMAÇÃO

Será convidado um Mestre de Capoeira que tem sua competência comprovada durante muitos anos de atividade, e também uma formação dentro do aspecto educacional e cultural.
Teremos uma mesa de debates com profissionais capacitados em suas áreas, relacionadas com nossa cultura e co-relacionadas com a Capoeira.
Estarão presentes na mesa de debate:


Adalberto Mansur é jornalista e administrador de empresas, sendo pós-graduado em Comunicação Pública e Responsabilidade Social. Atualmente, é Secretário da Cultura de Limeira. Ainda na Prefeitura de Limeira, atuou como assessor de comunicações. Trabalhou em jornais e rádios da região, ao longo de 18 anos. Realiza projetos de comunicação e marketing para entidades e empresas, além de ser professor universitário em cursos de Comunicação Social, Marketing e Administração.


Professor Augusto José Fascio Lopes, Mestre de Capoeira, conhecido como Baiano-Anzol, é formado por mestre Bimba em Capoeira Regional, onde possui dois cursos de Especialização. Também é Mestre Cordel Branco pela Confederação Brasileira de Capoeira. É autor do Livro Curso de Capoeira, Edições de Ouro, 1974, RJ. Foi introdutor da disciplina de Capoeira na Universidade do Estado do Rio de Janeiro/UERJ, sendo atualmente professor de Educação Física, com especialização em Educação. Atualmente, exerce o cargo de professor da cadeira de Capoeira na Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ e a chefia do Departamento de Lutas da Escola de Educação Física/UFRJ.


Regina Muller, antropóloga, autora do livro “Os Asuriní do Xingu: história e arte” e de vários capítulos de livro e artigos sobre xamanismo, arte e ritual indígena e performance artística. Doutora em Antropologia pela Universidade de São Paulo, com pós-doutoramento no departamento de Performance Studies/ New York University e livre-docente em Antropologia da Dança pela Universidade Estadual de Campinas.Foi responsável pela disciplina “Pesquisa Antropológica de Danças Brasileiras”no curso de graduação em Dança e atualmente orienta pesquisa sobre capoeira em nível de doutorado no Programa de Pós-graduação em Artes/ Instituto de Artes da UNICAMP. Realizou pesquisa sobre performance, interculturalidade e o corpo em movimento na cena contemporânea e atualmente desenvolve o projeto “ Performance e corpo em movimento no ritual indígena e na cena contemporânea”.


Roberto Bonomi, fotógrafo, editor do Jornal O PIU, vem fotografando a Capoeira por mais de 10 anos e pesquisando o assunto junto a livros, historiadores e mestres de Capoeira pelo mesmo período. Com uma grande experiência em publicações diversas, começou sua Carreira com o assunto Capoeira e fez parte da fundação da primeira revista de Capoeira nas bancas de todo país, além de ter participado em diversas publicações de revistas sobre o assunto, no Brasil e exterior.


Serão convidados a participar grupos de Capoeira de Limeira e região, para apresentações durante o evento.
Será elaborado um questionário com as perguntas e respostas sobre o que é a Capoeira e quais são seus fundamentos dentro de suas raízes e manifestação cultural. Este questionário tende as ser um futuro manual de consulta, publicado no Jornal O PIU, nas edições de novembro (perguntas do questionário) e dezembro (respectivas respostas), que além de servir de base, fará o registro do evento, com informações detalhadas e material completo das atividades.
Convite para todos os órgãos de imprensa, formadores de opinião, historiadores, pesquisadores e afins, visando um maior aproveitamento das informações apresentadas e a continuidade de uma conscientização maior de nossa cultura no aspecto específico da Capoeira.
Cadastro dos interessados pela palestra final.



PROGRAMAÇÃO

10h00 - Começa na Praça do Museu, dia 21 de dezembro de 2008, com uma breve explanação das metas traçadas e da programação, seguida da apresentação dos palestrantes.
11h40 - Apresentação para o público e mesa de palestrantes, com roda de Capoeira dos estilos e filosofia dos grupos convidados para as apresentações.
12h00 - Almoço
13h30 - Palestra com o Mestre de Capoeira na Praça do Museu, com a apresentação do que é a Capoeira e sua história. Será entregue o questionário publicado no Jornal O PIU (de novembro), para público e participantes, para que possam conhecer as perguntas mais relevantes sobre as raízes da Capoeira. Assim aguçaremos a curiosidade dos presentes, e despertaremos a vontade do conhecimento.
As repostas serão veiculadas no Jornal O PIU de dezembro, que será publicado no dia seguinte do evento, 22 de dezembro.
15h30 - Abertura ao público e participantes para perguntas, dirigidas à mesa, para esclarecimento das dúvidas.
17h00 – Intervalo do debate, com abertura da exposição fotográfica LUTA PELA CAPOEIRA, de Roberto Bonomi.
18h00 – Retorno à Mesa, para encerramento do evento, com roda de Capoeira de professores e mestres, na Praça do Museu.
18h30 até 20h00 - Palestra do Mestre convidado, na Biblioteca Municipal de Limeira, para os participantes previamente cadastrados.

editorial nov 2008

Mais uma vez o Jornal O PIU arregaça as mangas e vem com uma novidade. Na verdade é uma luta, uma séria luta dentro dos nossos aspectos culturais, onde infelizmente nós brasileiros somos muito deficientes. Costumamos ouvir toda hora que o brasileiro não tem cultura. Mentira. Nossa cultura é vasta, rica, colorida, ambiciosa, mas, nossa educação é pobre para absorvê-la. Essa é a verdade, não temos educação para entender e valorizar nossa imensa cultura. Não nos foi dada esta chance, pelo menos para a grande maioria. Os livros nos trazem informações deturpadas, sentimos a pouca veracidade e pouca preocupação em salientar o que é o que. Mas, o que é? Existe uma verdade? Sem dúvida que sim!! Observamos as etnias, suas culturas e raízes e seria impossível que alguém com alto-estima suficiente não desse valor para suas origens e sua própria raiz. Nosso novo empreendimento é uma grande luta, é a LUTA PELA CAPOEIRA. Observamos em nossa enquete presente, e passada, que o brasileiro ainda não sabe que a Capoeira é brasileira. Existem muitas pessoas que defendem outras coisas, mas este claro, estudado, definido que suas origens são genuinamente brasileiras e não podemos permitir mais uma geração ignorante a este legado de nossos próprios irmãos. É claro que com a colonização vieram os instrumentos, como o pandeiro árabe trazido pelos portugueses, o atabaque africano, o negro africano, que é um fatores mais importantes para esta realização. Mas foram seus filhos brasileiros que criaram esta maravilhosa Luta-dança, cheia de mistério e magia até os dias de hoje. Os heróis que conhecemos na escola fizeram questão de queimar quase toda documentação da barbárie que foi a escravatura no Brasil. Com isso pouco restou para o estudo e o conhecimento mais profundo, mas, existe o que é impossível negar, o presente. De maneira nenhuma podemos duvidar que ela tenha sido criada em nossas terras. Porque mais que se queria acreditar em outra hipótese é impossível que seja de outro lugar se somente a encontramos aqui, no Brasil. Hoje esta difundida por muitos países no mundo e obviamente como já dissemos, temos influencias diversas, mas não se pode negar seu nascimento e sua nacionalidade. Esta luta é nossa bandeira, é nossa cor, é o negativo de nossa cor. Sem aprender a valorizar nossa cultura nunca poderemos ter educação, e sem educação nunca seremos cidadãos de verdade. No dia 21 de dezembro estaremos todos juntos para um debate a favor da cidadania, uma debate a favor de nossas raízes tão complexas. É um prazer poder exaltar nossos costumes, é uma honra lutar por nossa tradição e mais do que tudo uma grande lição de cidadania e alimento para nossas futuras gerações. Que Deus nos guie nesta empreitada!


A Bibliotecaria Alzira Duarte de Barbosa, uma das responsáveis pela realização do projeto LUTA PELA CAPOEIRA, faz sua primeira aula de Capoeira. Mostra que é brasileira de verdade e luta por sua cultura!

por João Zero nov 2008



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