CAPA maio de 2010 #67

O Jornal O PIU faz uma homenagem aos 10 vereadores de Limeira que participaram do PROJETO CÂMARA, e lança o VI SALÃO DE HUMOR DE LIMEIRA. São eles Dr César Cortez, Dr Eliseu Daniel, Raul Nielsen, Ronei Martins, Nilce Segalla, Farid Zaine, Almir Pedro, Silvio Brito, Elza Tank e Miguel Lombardi
ilustração de Luis Celso Martins de Camargo

EDITORIAL MAI DE 2010

Mais um SALÃO DE HUMOR DE LIMEIRA começa em nossa cidade, e desta vez é Lei! Sim, agora nosso evento faz parte do Calendário Oficial de Limeira, conquista que muito nos orgulha. Faltam ainda alguns detalhes, coisas importantes, mas assim são as coisas. Minha Mãe me ensinou que tudo que é bom e verdadeiro, muitas vezes sofre maiores dificuldades. Mas, ensinou também que apesar disso, vale a pena ser bom e fazer o melhor, pois, a recompensa é garantida! E é desta maneira que conduzimos as coisas, tanto na vida pessoal como em nossa vida profissional, que em nosso caso não é tão distante assim. Trabalhamos com muito prazer apesar das dificuldades, e isto faz parte de nossa realização pessoal também, ou até mesmo um pouquinho mais.
Nesta edição falamos muito de Salões de Humor para aqueles que ainda não sabem, e nas próximas edições continuaremos com o assunto.
Outra coisa importante é o aspecto de Limeira nos dias de hoje. Como podemos ver nesta foto abaixo, do PORTA RETRATO, o campo cheio de gente prestigiando os times da cidade, prestigiando Limeira. Nosso trabalho com o Salão, com o Jornal O PIU, e outras campanhas, vai de encontro exatamente dentro destas questões e quereremos muito voltar a ver isso acontecer. Tudo passa por períodos difíceis, as pessoas, os lugares, e o importante é pensarmos que passa, e para melhor. Com os erros aprendemos, com as dificuldades melhoramos e evoluímos, sem volta, sem ter como errar sem saber. Esta é a vantagem dos dias de hoje, e podem esperar, Limeira vai melhorar. Foi um passarinho que me disse....rsrsrs

PORTA RETRATO

O Salão de Humor de Limeira agora é LEI Nº4.564

O PROJETO DE LEI Nº 106/2010 aprovado com votação unanime por todos os vereadores finalmente foi sancionado e promulgado pelo Poder Executivo e agora é efetivamente LEI Nº 4.564 DE MAIO DE 2010, fazendo parte do Calendário Oficial de Eventos da cidade, a ser realizado em setembro, propositalmente escolhido por ser o mês de aniversário de Limeira


por ROBERTO BONOMI
Editor do Jornal O PIU

Foi publicado no Diário Oficial do Município de Limeira o decreto que constitui o SALÃO DE HUMOR DE LIMEIRA, produzido e realizado pelo Jornal O PIU, como LEI Nº 4.564no dia 10 de maio de 2010.
Para nós realizadores do evento é mais um passo que evidencia o sucesso e a importância deste maravilhoso evento, que mesmo ainda não tendo apoio devido e a valorização adequada de todo esforço direcionado para esta grande realização, continuamos, passo a passo, caminhando rumo a consolidação de nosso imponente Salão com a participação mundial e diversos estados brasileiros.
Precisamos enxergar o que esta acontecendo, a degradação de uma cidade de vanguarda, sempre a frente de seu tempo. Não é a toa que estamos conseguindo grandes feitos com o verdadeiro amor e dedicação a Limeira, mas, apesar de sermos recebidos com respeito e carinho, ainda temos poucos “soldados” dispostos a reverter à situação em que nos encontramos.
O que queremos é tornar a ver esta terra se destacando em muitos aspectos, ver as conquistas que muitas vezes não vemos em uma capital, ver o esplendor de uma cidade que vibra em estádios cheios torcendo por seus times locais.
Sim, para quem está estudando esta cidade e sua história há quase sete anos, é fácil perceber o brilho de outrora, o orgulho de se viver em terra tão fértil e próspera que espantou os europeus quando aqui chegaram pela fartura, condições climáticas, água límpida e abundante que está sendo esgotada devido ao mal trato de seus mananciais.
Entendemos que tudo isso é mais uma passageiro do que um estado definitivo, e estamos lutando arduamente para que isso aconteça o mais breve possível. Limeira merece o melhor, e que seja dado o melhor para o limeirense, mesmo para os que vêm de fora, que trabalham não só pelo presente de nossa cidade, mas para garantir um futuro promissor para as novas gerações, com o orgulho antigo de ser cidadão limeirense, e lutar por suas iniciativas que priorizam mais do somente os cidadãos passageiros atuais, como a vida é, mas garanta a história e a grandeza desta terra.

UMA BREVE HISTÓRIA DOS SALÕES DE HUMOR onde tudo começou

por FERNANDO COELHO DOS SANTOS
Idealizador do 1º Salão de Humor do Brasil


“Nos anos 1970 os medalhões do cartunismo nacional eram grandes vencedores de alguns famosos Salões que existiam mundo afora, como o de Ottawa no Canadá, ou o de Bruxelas, na Bélgica ou Bordighera, na Itália. Nós, os recém chegados, não tínhamos espaço nem no mercado e nem junto ao público e foi quando surgiram os meninos do Mackenzie com a proposta de realizar evento semelhante no Brasil. Fernando Coelho dos Santos, do Diretório Central da Universidade me procurou com esta idéia na cabeça, pra ver o que poderia ser feito. Fizemos então o primeiro do gênero no Brasil, em 1973”.
Zélio Alves Pinto

Cartaz do primeiro Salão de Humor do Brasil, arte de Zélio Alves Pinto, o 1º Salão Mackenzie de Humor e Quadrinhos, idealizado por Fernando Coelho dos Santos, realizado pela pela faculdade Mackenzie, que diz em enterevista “uma alegria enorme em poder realizar um feito que beneficiou a cultura e os artistas brasileiros”. Com exposição dos trabalhos no Museu Lasar Segall, na capital de São Paulo.

Foi ali que tudo começou, tomando como ponto de referência estes salões já existentes mais nossa adaptação natural às condições de um país que, sem tradição no pedaço, sofria com a censura, o regime militar e a falta de meios. Mas foi um sucesso tão grande que gerou similares no país todo e a proposta sobrevive até hoje chegando até Foz do Iguaçu, a outra extremidade desta história.
Na década de 70 vivíamos em um regime político onde o “AI 5″ e o ”477″ impediam o livre trânsito de idéias, e foi dentro deste contexto que surgiu o Salão Mackenzie de Humor e Quadrinhos.
Como Vice-Presidente Administrativo do DCE Mack, eu tinha que analisar e organizar os papéis existentes no diretório, e no meio deles encontrei informações sobre um concurso de Caricatura que tinha sido realizado dois anos antes dentro do campus da Universidade.
Leitor assíduo do Pasquim, comprei a idéia. Procurei o Zélio, coordenador daquele concurso e coordenador de um programa sobre desenho de humor na TV Cultura, e na primeira conversa a proposta, que era promover um concurso estadual, logo se tornou mais amplo, incluindo demais áreas do desenho de humor e as histórias em quadrinhos, e mais abrangentes, pois se tornou de âmbito nacional.
A inexperiência do DCE não significou impedimento para a realização do evento, pois passamos a contar com o apoio integral do Zélio, do pessoal do Pasquim e da Folha de São Paulo.
Depois vieram os apoios da TV Bandeirantes, da Revista Veja, do Jornal da Tarde, e de inúmeros outros veículos de comunicação brasileiros.
Com a realização do Salão Mackenzie, a imprensa passou a dedicar mais espaço para os desenhos de humor e para os quadrinhistas brasileiros, outros salões foram criados a partir daí, e hoje inúmeros artistas brasileiros ocupam lugar de destaque no cenário internacional.

Inauguração do VI Salão de Humor de Limeira


Câmara Municipal de Limeira, dia 17 de maio, o lançamento do VI Salão de Humor, com a exposição do PROJETO CÂMARA em homenagem aos vereadores


O artista convidado Luis Celso Martins de camargo, desenhista das belíssimas caricaturas, presente no evento de inuguração na Câmara Municipal fazendo ao vivo a caricatura de Elza Tank


Elza Tank e Fernando Lencioni se divertem na exposição


Nilce Segalla se diverte com sua caricatura


Dr César Cortez aprova o trabalho


Elza Tank gostou de sua caricatura


Almir Pedro foi um dos destaques dos trabalhos


Silvio Brito dá um positivo para a exposição

Miguel Lombardi também aprovou a exposição

Photos Roberto Bonomi
Homenagem a COPA DO MUNDO DE FUTEBOL DE 2010. Esperamos que nosso time não perca a competição, e muito menos as calças....rsrsrs. Por Kotrha Lubomir_ESLOVÁQUIA vencedor do V SALÃO DE HUMOR DE LIMEIRA

E.E. Brasil 75 ANOS

por VERA CAVINATO
Coordenadora dos Professores ds E. E. Brasil

Que imagem bonita tem a Escola Brasil! Além da localização privilegiada, do prédio belíssimo que mostra que, um dia, alguém se preocupou com que a educação, além da qualidade, também fosse bonita e acolhedora, encontra-se aí uma vontade imensa de se fazer tudo bem feito em prol dos alunos e da comunidade.
É uma escola que acolhe e não escolhe, inclui e não exclui, aceita e não rejeita. Desenvolve-se aí um trabalho insano no sentido de preparar as crianças e os adolescentes para encarar o mundo tal qual ele é.
Se existem problemas? Inúmeros! Diários! Recorrentes! Mas quem não os tem? Quem é que encara a vida de frente e não dá de cara com problemas, com conflitos? Só não os enxerga aquele que banalizou seu olhar, aquele que olha sem enxergar, aquele que deixou a rotina falar mais alto, aquele que não tem curiosidade pela vida, pelos outros, ou aquele que quer criar uma imagem irreal de si mesmo.
Ser professor e ser aluno, hoje, é tarefa das mais árduas porque se depara com um contingente de crianças, jovens e adultos despreparados. Todos querem respeito, todos querem afago, todos estão cansados de levar patada, professores e alunos. São todos iguais. Todos se frustram, para uns sempre existe um farsante.
A preocupação da Escola Brasil é justamente desfazer essa imagem. É um trabalho incessante para que haja uma lição a ser aprendida em cada sucesso e em cada fracasso. Se existem problemas a serem resolvidos, aí também se tenta construir um oásis de pequenas satisfações que são divididas entre todos trazendo paz àqueles que delas participam. Existe um desafio diário a se vencer: o de transformar o trabalho diário de todos em mais realizador. Não existe busca frenética aos louros, às glórias, mas existe a preocupação com o próximo mais próximo – o aluno, a família, a comunidade de onde esse aluno vem. Porque aí existe um lema: “Há sempre o que ver, há sempre o que se pode fazer. Ninguém pode passar indiferente.”
Se de um lado existem escolas perfeitas, de outro existem crédulos demais! A EE Brasil não é perfeita, mas é verdadeira, por isso sobrevive aos 75 anos de cabeça erguida, de consciência tranqüila de que dá o seu melhor a todos.
Parabéns a você, escola querida!

TUTTE, Uma homenagem ao atleta do passado glorioso de Limeira, de pessoas gloriosas, de estádios cheios de torcedores....

Uma homenagem ao atleta do passado glorioso de Limeira, de pessoas gloriosas, de estádios cheios de torcedores, onde valia mais o time da cidade, o amor pela camisa local, maior que dos grandes times do futebol brasileiro


O time da Internacional em 1976, que jogava contra o Caldense em Iracemápolis, placar de 4 x 2 para a Inter, no Estádio CAUI Usina Iracema. Em pé Paulinho, Carlinhos, Jorge Cruz, Tutte, Campina e Bassinho e abaixo Marco Antonio, Xavier, Cesar Maluco, Sergio Moraes e David com os meninos mascotes da época

Uma história cheia de bons momentos e boas recordações em uma Limeira que não mais reconhecemos. Esta Homenagem ao Tutte, Martinho Antonio Collin Olivatto, 59, que brilhou nos campos de nossa cidade jogando pelo Galo e pela Internacional. Lembrado até hoje, Tutte agora se destaca como um empresário bem sucedido que deixou sua marca no esporte dos anos 70 e nos corações de várias gerações de torcedores.
Mais importante que falar de um passado glorioso, é dar um lindo exemplo de amor e de consideração que encontramos nesta carta ao lado, escrita para a “Xuca” em 1974, que em 12 de setembro de 1980 se casariam, juntos até hoje.
Claro que o mundo mudou, mas devemos continuar a lembrar de nossos craques e de seus exemplos, dentro e fora de campo, e nada melhor que este grande craque e sua carta de amor e consideração.
Tutti parabéns por todo seu sucesso como jogador e nos dias de hoje como empresário, sempre com sucesso, querido pelos funcionários e amigos, lembrando como grande ídolo do futebol limeirense.



Acima Tutte em junho de 1974 com a camisa do Independente Futebol Clube, o time do Galo, que contém no verso da foto a carta escrita acima para a “Xuca” sua futura esposa Marcia de Cassia, juntos até hoje. Um prova de amor, de uma histária bonita de nossa cidade, um passado glorioso dos limeirenses que fizeram história

QUADRINHOS mai 10

CAPA abril de 2010 #66


...por Roberto BonomI

editorial abril 2010

Na vida é normal passarmos por etapas. Etapas que trazem um motivo para nosso caminho, que vão solidificando nossas atitudes, e que nos fazem aprender, evoluir sempre, quando é claro, temos esta condição dentro de nós mesmos. Estas etapas, na maioria das vezes envolvem pessoas, seres que como nós caminham por algum rumo. Nem sempre estamos de acordo com estas veredas tão diversas, seguidas por outros, mas, com certeza acabam fazendo parte de nossa história e de nós mesmos. Umas contribuem muito, nos ensinam com sua mesquinhez típica de nós seres pensantes e egoístas, e outras, poucas, nos dão o prazer e a dádiva de engrandecer nosso espírito e confirmar a direção pré-disposta dentro de nós, seja qual for. É muito gratificante encontrar estas pessoas, seres que fazem a nossa vida ter sentido e aumentam nosso grau de discernimento e de razão por onde queremos ir e aonde queremos chegar. Esta edição, como muitas outras foram, é repleta de emoções, ganhos e perdas. Pessoas maravilhosas encontramos, e um punhado de babacas mostraram suas caras. Desta vez o lucro foi maior, e atingimos com isso um novo nível de visão e compreensão. A editora O PIU nasce e agora nossa publicação assume um caráter sóbrio, empresarial, e com isso muitas melhoras e avanços, pois estamos cada vez mais engajados e aptos a seguir as normas de conduta propícias para o desenvolvimento de nossos sonhos e nossos ideais. Com isso elevamos o nível de nosso trabalho, contribuímos para o desenvolvimento social (impostos) e contemplamos mais uma etapa elementar de qualquer empreendedor que estima a realização plena de seus negócios.
É com muita gratidão que fazemos uma homenagem justa ao querido amigo Tutti, que colaborou de maneira ímpar para esta conquista.
Agora dentre outros seres desta edição, deste mês, queremos destacar o Dr. Wendy Catrólio, Doutor em veterinária, Mestre na vida.
Este homem nos deu a possibilidade de vivenciar uma nova experiência na vida, na morte, na perda de minha cachorra, no ganho de um entendimento único, que também tenho certeza me foi dado pela Bunny.
Ela, animal que sempre depositei muita responsabilidade, que sempre esteve comigo como uma guardiã, até na hora que foi para outra vida me deu uma coisa que só podemos sentir, ligada a muitas facetas e também pessoas. Ela que sempre foi tratada com especial carinho conseguiu cuidar de mim neste momento e em conjunto com o Mestre Wendy, passamos esta etapa, de uma maneira mágica e especial. Caro Wendy, filho de Deus, agradeço em meu nome e em nome da Bunny por ter nos dado tamanho alívio e plenitude de entendimento em momento tão difícil de nossas vidas. Que Deus sempre te dê sabedoria e continue a te iluminar, com a todos nós, seres do bem.

Porta Retrato

BUNNY


Capa da revista ONDE #01, publicada em julho de 2004, logo quando chegamos em Limeira. Bunny foi a modelo escolhida para figurar na capa deste trabalho que iniciou a nossa luta pelas questões culturais e da arte em Limeira. Agora com a abertura da Editora O PIU, Bunny nos deixa, mas sempre estará em nosso coração.

. Marco Guiselini

O Salão de Humor de Limeira entra definitivamente para o Calendário Oficial


O Editor do Jornal O PIU e idealizador do Salão de Humor de Limeira, Roberto Bonomi, com vereadores, discutindo o PROJETO CÂMARA que é uma iniciativa do Jornal O PIU em documentar pelo meio artístico este solene ato do Poder Legislativo em gratidão ao reconhecimento do Salão Limeirense. Foto Adilson Silveira


Excelentíssimo Dr Eliseu Daniel, vereador e Presidente da Câmara Municipal de Limeira, foi um dos grandes responsáveis pela inclusão do Salão de Humor de Limeira, ato memorável em prol da cultura e das artes de nossa amada cidade.
Foi com muita alegria que no último dia 19, na casa do povo, Câmara Municipal de Limeira, por unanimidade dos 14 vereadores, foi incluso no calendário Municipal de Limeira o Salão de Humor de Limeira, que é uma realização e produção, pelo 6º ano consecutivo em 2010, do Jornal O PIU. Photo Roberto Bonomi

Foi devido à nobre atitude dos vereadores Eliseu Daniel e César Cortez, que com muita presteza, deram mais uma prova do reconhecimento e do sucesso que este evento tem alcançado em nossa cidade.
Com um discurso muito bonito, preciso, emocionado e verdadeiro, César Cortez delineou com muita intimidade e propriedade o contexto e os benefícios trazidos ao longo destes 5 anos do Salão de Humor para nossa cidade. Este é mais um marco conquistado pelo trabalho sério, feito com muito amor e dedicação, em nossa história, e na história de Limeira.
Com este belo ato do Poder Legislativo garantimos a execução e produção dos alicerces deste grandioso evento que já tem participantes por todo Brasil e por todo mundo.
Gostaríamos de deixar aqui registrado nossa gratidão a todos os vereadores responsáveis por este importante passo por questões da cultura, arte e lazer em nossa cidade e dizer que continuaremos a levar o nome de Limeira a patamares nunca antes alcançados, com o apoio de quem quer o melhor para si e para Limeira.



O vereador Dr César Cortez com uma iniciativa nobre e muita presteza, foi o maior responsável pela inclusão do Salão de Humor de Limeira tronar-se um evento parte do Calendário Oficial de Limeira. Fica aqui registrado o nosso muito obrigado!Photo Roberto Bonomi

VI SALÃO DE HUMOR DE LIMEIRA

A Vida Pode Ser Doce...

por VERA CAVINATO
Coordenadora dos Professores sa E. E. Brasil

Assim como pode ser colorida e pode ser perfumada. O diferencial são os adoçantes que se usam, as cores com que se pintam e a essência que se escolhe. E a vida é muito pródiga nas ofertas. O diferencial são os limites que se impõem a esses ingredientes.
O primeiro passo é, vez ou outra, desligar a chave e confiar no piloto automático.
Adoçantes? Existem muitos: pensamentos, intenções (boas, é claro), bom humor, boas atitudes mentais. As cores vêm dos gestos, das palavras, dos olhares, dos sorrisos, da decisão simples de não pintar a vida só de preto e branco, mas usar e abusar das cores. Os perfumes? Esses estão na simplicidade, na humildade, na verdade, na elegância de gestos e atitudes, no fato de se olhar para o outro e enxergá-lo como continuação de si mesmo. A vida deve ser levada a sério, mas não é preciso ser xiita. Pra que ressentimentos do passado? Pra que ansiedade no futuro? Pra que insatisfação pelo que não se fez? Pra que culpa? Pra que acusações vazias?
Rejeitam-se a doçura, as cores, o perfume por imaturidade, por egoísmo, por preconceito. São batalhas inúteis provenientes de pensamentos inúteis. Todas as vezes que se deseja que uma pessoa mude, na verdade existe a terceirização da responsabilidade pela descontração, pelo bem estar, até mesmo pela felicidade. Já existem vítimas suficientes no mundo. Não há necessidade de se colocar mais uma.
O segredo é deixar cada um ser o que é e do jeito que é. Pronto.
Não há necessidade nem de sairmos procurando por conflitos. Nossa escola (com qualquer outra) é um vertedouro de conflitos que precisam ser mediados, ainda que dificilmente possam ser diluídos. Que tal se todos nós, professores, nos olhássemos mais como pessoas e menos como funcionários de um órgão? Isso não diminuiria nossa integridade nem nossa independência. Nada vai sair do controle só porque estamos deixando as pessoas e as situações serem o que realmente são. Nada vai sair do controle só porque estamos usando cores em nosso cotidiano.
Nada vai sair do controle só porque estamos estabelecendo uma relação afetiva com os demais. A ordem deveria ser “descomplicar”. Só isso!

Manichino Di Vetrina

por GALILEO UBRICO
(É italiano morador de nossa querida
Limeirinha há muito tempo...)


Buon giorno, amico. Espero que tutti, se non esteja jóia, esteja ao menos bijuteria con te. Chi non va bene è nostra città, perché eles me tiraram os banco dos corredor dos Shopping. Ma io me pergunto onde è que as familias vai me enfiar os velho agora... Poiché quando mia figlia me arrastava a quelle lugar con as criança, logo me deixava sentado entre as galeria, nos banco de frente pra una vitrina qualquer, e ia me fazer seus passeio e suas compra.
Ma io até che apreciava, perché sempre me tinha outro velho abandonado por perto pra trocar una palavra. Ora, da última vez que me levaram, non me tinha mais banco, aí tiveram que me deixar sentado nas cantina barulhenta, lambendo as gengiva e vendo os jovem comer... Poi io acredito que eles precisava me fazer um lugar só pros idoso nesses lugar.
Dopo questa è la mia opinione: do mesmo modo che me tem creche pras criança, deveria me ter também un lugar onde os velho pudesse ficar. Un lugar sem vozerio ni tumulto, con baralho e dama, e alguém que me pudesse trocar as fralda dos idoso... Per hoje, questo è tutti. Arrivederci, amico.

Santos: Cidade linda com muito lazer


photo Roberto Bonomi
Quem não gostaria, em plena segunda-feira ir pescar na praia, ou em um píer construído exclusivamente para pescadores?
Esta é a realidade do Deck do Pescador em Santos. Sonho de muitos realidade para poucos, esta é um situação típica de quem mora na praia, e é claro, de quem já se aposentou.
Para nós que vivemos aqui no interior existem outras opções de lazer, mas nada igual a brisa e o cheiro do mar, que só lá podemos encontrar.
É engraçado também com existem muito pessoas que vivem ali e não estão satisfeitas. Parece que o ser humano nunca está muito satisfeito de onde está e do que tem.
Mas para quem gosta de cidade bonita e muita diversão, Santos é opção segura, para além de tudo contar com restaurantes de primeira qualidade e muitas variedades.
Além de ser uma cidade muito valorizada nos dias de hoje devido as novas descobertas minerais, Santos é uma das cidades que se tem melhor qualidade de vida. A população sofre nos dias de hoje com mais transito de outrora e isso dificulta um pouquinho mais a vida na baixada. Mas nada comparado à cidade de São Paulo a apenas uma hora de distância.
Vale a pena conhecer para quem nunca foi e visitar de vez em quando para quem já conhece esta cidade que sempre esta se superando na qualidade de vida, e dos atrativos ali encontrados.
Santos, cidade maravilhosa, cheia de encantos mil, venha ver e curtir esta cidade e volte feliz e relaxado para sua casa.

VI SALÃO DE HUMOR DE LIMEIRA

CAPA março de 2010 #65


Arte calssificada no V SALÃO DE HUMOR DE LIMEIRA pelo artista Mohsen Jafari _IRÃ

Agora arte final do Jornal O PIU #65

EDITORIAL MARÇO 2010

Nesta edição tão especial do Jornal O PIU, publicamos uma foto do bem sucedido Ziraldo, que se destacou com sua arte, sua irreverência, seu humor. Uma homenagem ao presente lembrando do passado, mirando um futuro próspero. Podia ter sido graças a um João, ou um José, mas desta vez um Antonio! Martinho Antonio Collin Olivatto, sucedido do bem, que Deus te abençõe e te faça sempre iluminado e bem sucedido, como faz a todos nós, a cada dia, a cada gesto do bom ser humano!
por Roberto Bonomi

Como é bom poder ter ideais, esta convicção que muitos julgam saber o que, compreender de fato não é para qualquer um. É na verdade um estado de espírito, que quando verdadeiro, se engrandece à medida que acreditamos e nos desenvolvemos. Não é para este mundo, é para a existência eterna, pregada e falada (ou melhor, outrora vivificadas) por muitos, por milhões, e compreendida por quase ninguém. Sim porque não vemos estas atitudes na vida real, ou melhor, nesta vida aqui onde estamos envolvidos numa penumbra de cor lamacenta, cor de sujeira, que não vislumbra um horizonte além de materialismo e falta de percepção. Será o “laboratório” da evolução? Será este meio a régua da razão? Desde muito pequenino tenho consciência de algumas coisas, e uma delas que sempre comentei com meus amigos é que quando nascemos e somos crianças, temos uma percepção pura e lúcida de como devemos sentir as coisas, como agir, regidos pelo instinto, deflagrando o inexato. Sentimento a flor da pele, a prova de qualquer teste, mas, é claro protegido pela incapacidade de concernimento, dai a razão e a prova de que isso existe. Como a vida e a morte. Não pode ser testado ou tão pouco decifrado, quiçá assimilado, jamais discutido este poder, porque a infância está protegida pela fragilidade de sua natureza, se aperta quebra, quando somos pequenos ingênuos, verdadeiros gigantes. Sempre esteve claro para mim que isso acontece e tenho, hoje em dia, depois de adulto, vivido, contemplador de muitas experiências das mais diversas fontes, de desejos e ensejos, note que tenho, à mão, a prova dos nove. Para isso é claro mantive uma linha constante, alta e baixa, porém vibrando no mesmo patamar. Apesar de experiências diversas, o limite foi meu lema, e a capacidade de agir corretamente minha constante. Hoje comprovo que depois de quase quarenta anos vivendo neste mudo maravilhoso, sim maravilhoso, para quem pode ver, comprovo que ao nascermos temos o dom e pureza da vida que nos é permitido pelo Criador, nosso querido e amado Criador. Aquele que nos dá a chance, somente interpretados de verdade nos momentos difíceis, na “perspectiva da rã” como descreve Nietzsche, tão ilustre mente humana que será por poucos párias, considerado sóbrio em suas idéias, pelos babacas que antes de poder entender rotulam, exatamente porque não podem. Como foi Jesus de Nazaré, claro que em outro nível espiritual, Siddhartha Gautama, que atingiram o ápice do pensamento, decifraram o enigma da vida, da boa vida. Mas, depois de tanto tempo, ainda, remamos na direção contrária. Vi outro dia na televisão aquele cara dando dinheiro para todo mundo, a esmo, sorrindo, se deleitando, e depois de tanto tempo vendo aquilo, consegui enxergar... Quanta pobreza... Tanta necessidade ao redor, tantos meios banais de resolvê-la, com meras cifras, e um cego esbanjando vaidade... E nos últimos momentos (me vêm lágrimas nos olhos neste momento) Ele ainda disse “Pai, perdoai-os... Eles não sabem o que fazem...”

Foz do Brasil comemora DIA MUNDIAL DA ÁGUA

“Faça sua parte, cuide da água e ajude a construir um futuro para todos!” (autor desconhecido)

O ser humano pode ficar até 5 minutos sem respirar, até 35 dias sem comer, mas morre em 5 dias se não ingerir líquidos. A água é essencial à vida e deveria ser considerada prioridade para toda comunidade.
A Foz do Brasil, unidade Limeira, sempre engajada na preservação deste bem comum, promoveu na segunda-feira, dia 22 de março, uma série de atividades para comemorar o Dia Mundial da Água.
Foram palestra sobre Lixo no Esgoto para 100 integrantes da empresa Nestlé – Cordeirópolis, palestra sobre Qualidade da Água para 150 alunos do Colégio Portal Anglo. Na Casa de Misericórdia uma bela apresentação da Peça teatral “Nosso Jardim” da Cia de teatro Xekmat, onde foram abordados assuntos importantes como meio ambiente, aquecimento global, ciclo da água, uso racional e outros. Uma divertida peça que levará a garotada a reflexão. Às 14 horas Coletiva com a imprensa na ETA – Estação de Tratamento de Água, localizada no Parque Hipólito onde o diretor da Foz do Brasil, Sandro Stroiek falou sobre a situação do saneamento básico em Limeira. A imprensa também teve acesso ao sistema de telegestão e as dependências da nossa Estação, esclarecendo os processos de tratamento de nossa água.
Gostaríamos também de agradecer a colaboração dos profissionais da COT- ÁGUA e ESGOTO, GIPO, CTR.

Carta ao Prefeito Parte III - Final da novela

por ROBERTO BONOMI
Editor do Jornal O PIU

Caro Silvio Felix, muito me admira que por mais tentativas de nos aproximar, por mais atenção e respeito que temos demonstrado, Vossa Excelência ainda, surpreendentemente, não tenha nos recebido em seu gabinete para uma conversa amigável.
É muito constrangedor, após três meses de tentativa, após o atraso de quase oito meses na entrega dos prêmios do V SALÃO DE HUMOR DE LIMEIRA, além de compromissos assumidos com a confiança em sua palavra de home, mais uma vez, em público, termos que chamar sua atenção em questões tão básicas e de primeira ordem para o contexto cultural de nossa cidade. Sim, pois como já citamos, acreditamos que o envolvimento de 33 países do mundo e 16 estados brasileiros participantes, não são conquistas e serem desprezadas.
O que o Senhor entende por isso?
Como um homem público, prefeito de uma grande cidade pode agir com esta compostura?
Está menosprezando quem se mostra de boa vontade para trabalhar com responsabilidade em aspectos relevantes, intrinsecamente relacionados com a educação e o bem estar de nossa população?
Será que não percebe estar prejudicando nossa vida pessoal e nossa estima, tratando um cidadão de bem, pró-ativo, com desprezo e deslealdade?
Será que vamos ter que chamar mais uma vez a atenção de um homem, prefeito de uma cidade com quase 300 mil habitantes, que tapa os ouvidos para tamanho esforço e compromissos assumidos ao longo de mais de cinco anos?
Agora eu lhe pergunto o que está acontecendo?
Aposto que lá na sua empresa, de mudas de plantas, muitas vezes já viu o maior milagre do universo se repetir diversas e diversas vezes, ou seja, quando num simples gesto plantamos uma semente e a tratamos com carinho e atenção, há de se tornar uma bela planta. Agora quando estamos plantando e tratando e regando esta semente e não vemos uma atenção digna e compatível, o que iremos gerar com isso?
Coisas boas?
É assim que age um homem em cargo tão importante, eleito com mais de 30% dos votos dos cidadãos limeirenses?
Estamos tentando uma parceria sólida de apoio para um único projeto importante, comprovadamente bem sucedido, com a máxima garantia de retorno, e não temos um minuto de sua atenção?
Será que é assim que age um homem do bem a frente do cargo público mais importante de Limeira?
É assim que age um homem que quer o melhor para seus concidadãos?
Devo admitir que estou muito surpreso e admirado com seu descaso, que se sujeita a tantas intempéries e sacrifícios em prol de seu mandato, que é agredido por tantos lados, e que agora com coisa tão simples, com bom tratamento, em aspecto tão positivo, quer nos ignorar?
Até quando?
Jamais pensei que seria necessário este terceiro ato nesta iniciativa de aproximação, com tanto esforço e interesse, educadamente e com parcialidade, diretamente ligado aos interesses mútuos pelas questões culturais de Limeira, onde temos muita propriedade, além de muita tolerância, e como já citamos com muita responsabilidade e maturidade.
Esperamos caro homem publico que retifique seus atos de inoperância e que tenhamos em breve audiência para este caso que já passou dos limites.

POLÍTICOS



Fredy Martinez Hernandez Villamil_CUBA
Homenagem de Fredyto aos políticos

BIDU


PHOTO publicada PB em DEZ 2006 e poesia para esta edição por Roberto Bonomi

BIDUZÃO
COME RAÇÃO
LATE NO PORTÃO

CORRE LADRA NÃO PÁRA
SEU RABINHO NÃO DEMORA
DERRAPA SEMPRE PELA LAJOTA
QUANDO CHEGA ALGUÉM LÁ FORA

SEUS LINDOS PELOS SEMPRE A ESVOAÇAR
ESPOLETA DE CALIBRE NUNCA PARA DE BRINCAR
NÃO DEMORA LÍNGUA PRA FORA, CERTEZA VAI CANSAR
LINDO LEVE CARINHOSO, MAS SIM APRONTA PODE ESPERAR
BIDUZINHO MEU AMORZÃO, NO MEU CORAÇÃO SEMPRE VAI MORAR

Onde está o sucesso que queremos?

por VERA CAVINATO
Coordenadora dos Professores sa E. E. Brasil

O ano de 2010 já vai alto e nós, brasileiros, pegamos realmente no tranco, depois do carnaval.
Fizemos planos, reviramos nossos objetivos, restabelecemos metas e, com a “casa” em ordem começamos a luta em direção do que queremos.
Para enfrentarmos a luta diária, a primeira condição é derrubar os preconceitos – e olhe que temos muitos!
O preconceito surge em virtude dos medos que carregamos: medo de ser diferente, medo de viver de forma diferente, medo de ser apontado na rua como “o”diferente.
Na verdade, todas as vezes que olhamos para o outro, enxergamos nele nosso medo: eu não queria ser como ele é.
E isso é um entrave para o relacionamento, para a harmonia, para a convivência humana.
Nosso mundo tão moderno está tão cheio de destaques e eu, tão simples, tão humano, tão comum, como sobreviverei? Como não ser devorado e esquecido?
Eu, você, todos enfim, devemos valorizar nossos pequenos talentos: conversar, sorrir, dançar, desenhar, jogar futebol, andar de skate, cantar, ser educado, ser leal, estar sempre pronto pra ajudar o próximo...
Existem tantos talentos que não dependem de posição social, conta bancária, inteligência, raça, credo, crença política. E olhar para o outro como se olhássemos num espelho é o maior talento que possuímos. Desejar a ele o que nós gostaríamos de ter para nós mesmos. Aceitar a diferença do outro como se nós fôssemos iguais a ele. Caso contrário ficaremos sempre isolados, armados objetiva e subjetivamente. Precisamos aprender que o sucesso nem sempre precisa de holofotes, de platéia e de aplausos. Todos temos alguns dons. E eles são muito importantes. E sobrevivem na nossa solidão. E é com eles que construímos nosso sucesso pessoal.
É hora, então, de nos enxergarmos por inteiro, por dentro e por fora, sem fantasias.

Allegro ma non troppo

por GALILEO UBRICO
(É italiano morador de nossa querida
Limeirinha há muito tempo...)


Buon giorno, amico. Espero que tutti, se non esteja jóia, esteja ao menos bijuteria com te. Chi non va bene è nostra città. Io, às vezes, queria me mudar de qui, voltar pra Sardegna, ma as perna non me agüentaria. As alma também. Mia história vai me apodrecendo e me pesando nas costa.
Ma io penso que enterrar mia história qui onde ela cresceu è o melhor que io faço, per me, per mia família e per mia città. Os peso das vida faz mal pro velho, ma faz bem pros lugar onde ele viveu e vai morrer. È come adubar os chão com nostra vita, devolvendo as cosa que noi tomou da città enquanto respirava.
Sem falar que morto non precisa de barco pra me voltar pra Itália. Io non so pra onde va as alma, ma mio corpo io quero que fique qui, onde fiz as cosa boa e ruim que vai me mandar o espírito pra onde quer que seja. Per hoje, questo è tutti. Buon pomeriggo, amico; arrivederci.

VI SALÃO DE HUMOR DE LIMEIRA

CAPA fevereiro de 2010 #64

Arte Final para capa de fevereiro de 2010 #64


Desenho escolhido para a capa de 2010
por Aril da Silva, classificado no V SALÃO DE HUMOR DE LIMEIRA

As pessoas reclamam que o mundo está ruim. Faça sua parte para melhorá-lo, e se ao menos não pode fazer nada, apoie quem está fazendo

Shirley a garota de programa

por Moisés Macedo Coutinho

“Ouse conquistar a sí mesmo”

Friedrich Nietzsche

PORTA RETRATO


O trompete (Islam dos Santos na photo) é um dos instrumentos mais antigos que se tem notícia. Primo novato dos chifres de outrora, usado para espantar animais ferozes e mais tarde de chamada, nos pastos. Aprimorados pelos Romanos, que o construíram de metal, era usado para comandos em batalhas. No século XV ganhou notas e oitavas, e se desenvolveu como o conhecemos hoje. Na foto o trompetista, da Orquestra Sinfônica de Limeira, se aquece para apresentação no Teatro Vitória, por Roberto Bonomi

Carta ao Prefeito Silvio Felix - Parte II

Artistas unidos em prol da arte e cultura

Caros cidadãos, nesta edição, continua o apelo feito aos governantes desta cidade em relação à má atenção dada aos esforços relevantes à cultura e as artes. Alguns “prefeituráveis” entraram em contato, mas ainda nada favorável ao nosso atencioso e bem explicado problema, que agora se tornou conhecido por todos os limeirenses, além de outros muitos artistas do Brasil e do mundo.
Ficamos também muito felizes com todo apoio recebido nas ruas, de pessoas que querem realmente o melhor para Limeira e para seu desenvolvimento cultural. Alguns telefonemas nos impressionaram pela sinceridade e pelo caráter de responsabilidade que demonstra o cidadão. Em algumas situações notamos descontentamento. Um cidadão nos telefonou no dia da publicação do Jornal O PIU de janeiro de 2010, e além de consciente, brigou a respeito de nossos elogios para o prefeito Silvio Felix, que até agora não tivemos o prazer de conversar. Este disse, entre outras coisas “Você não pode elogiar o Prefeito desta maneira, ele não faz mais que sua obrigação...”. Entendemos a fúria, e claro não vamos prolongar suas indignações, mas acreditamos que o caminho da temperança e da boa conversa, é sempre o melhor caminho. Claro cada um entende como quer, já que falta um consenso grande entre os parâmetros da sociedade e de cidadania em nossa querida e amada nação, e sua também má atenção aos quesitos educacionais, propositadamente para o maior controle de pequenas idéias manipuladoras, para grandes massas manipuladas.
Mas, independente de qualquer coisa confiamos no bom senso deste homem, reeleito por nossa população e que tem o dever de fazer o melhor para nossa cidade, já que é esta a proposta, inicial.
Também tivemos o apoio de muitos artistas, como no caso de Marco Guiselini, que indignado com a falta de atenção, há tanto tempo, se manifestou, já em outubro de 2009, com carta citada na última edição.
Além dos artistas limeirenses, tivemos também o manifesto de muitos artistas brasileiros e estrangeiros que enviaram caricaturas e charges criticando a falta de apoio do primeiro setor.
Também muitas sugestões para o Salão de Humor de Limeira deste ano, como por exemplo, a produção de caricaturas dos políticos de nossa cidade, o prêmio para a caricatura mais bonita do Prefeito, e também a mais feia, enfim, idéias de artistas inconformados com nossa situação.
Na verdade já recebemos algum material, nem sempre tão sutil e delicado como nossas palavras, e que, com a graça e atenção de nossos políticos não passaram de protestos esquecidos, para darmos enfim continuidade ao nosso trabalho em prol da beleza e da gratidão por esta cidade que merece o melhor.
Viva Limeira!



Baixe a carta em sua máquina e leia

Acima carta escrita de própio punho pelo Artista Plástico, entre outros, Marco Guiselini. Marco é testemunha viva de nosso trabalho, desde o princípio, sendo um dos grandes incentivadores da criação do Salão de Humor de Limeira. Você pessoa que quer o melhor para Limeira, tente entender o apelo deste grande artista, e nobre cidadão. O que queremos é um mundo melhor e fazemos por onde. Apoie esta iniciativa e lute por quem luta por Limeira.

La nuova gioventú

por GALILEO UBRICO
(É italiano morador de nossa querida
Limeirinha há muito tempo...)


Buon giorno, amico. Espero que tutti, se non esteja jóia, esteja ao menos bijuteria com te. Chi non va bene è nostra città. Mia bisneta, Claudicleide, que leva os nome Ubrico, vai me casar com um oficeboi lá dos belinhometo. A ragazza me tem dezesseis anni e parece me estar com as pança cheia. Quando io era jovem, casamento era contratto: as família se reunia e discutia as cláusula e os custo, se os dois lucrava, os casamento saía. Hoje, os casamento são mera questão de orifício. Os ragazzo mal mostra os bois que as ragazza já me abre as porteira.
As ragazza me tem feito tutti muito cedo nesta città. Mia filha, Giulietta Ubrico, me casou pura. Mia neta, Jussineide, io non so. Ma mia bisneta, Claudicleide, deixou as fralda e os híme ao mesmo tempo. A ragazza non estuda, ma trabalha. Mexe com jóia bastarda nos fundo duma casa. Quando briga, me diz pra mãe que tem as vida feita e me faz um puxadinho na casa do ragazzo. Que tem os filho que tiver que ter e bota os bambini pra trabalhar nas jóia quando eles fizer seis anni...
A ragazza me diz que um dia ainda usa as jóia nela. Fica olhando as coluna social e se imaginando madame. As coluna social são pior de os jovem ler do que as página policial... Ma me tem que ter muito cuidado com as ragazza, capisci? Tem que me botar coleira e engessar as anca pra não me quebrar pelas rua. Per hoje, questo è tutti. Olha intorno, saiba que em terra de limeirense, quem tem due olho aberto è rei.

Um novo desenho da Defesa Civil

por JOÃO RENATO ALVES PEREIRA
Professor Mestre de História, Ex-Secretário de Saúde, Vereador e Prefeito de Iracemápolis

Terminada a Primeira Guerra Mundial, a França continuou voltada para a visão do passado em termos estratégicos e imaginou o futuro com o mesmo olhar, esquecendo-se do dinamismo dos fatos, da evolução e da não repetência histórica. Construiu majestosamente a Linha Maginot, pois no conflito mundial, a característica principal foi a imobilidade do front, reproduzida nas trincheiras estáticas. A solução nada acertada foi “modernizá-las”, para um próximo conflito, tornando-as mais confortáveis para os compatriotas, protegidos então pelas intempéries, classificadas como a verdadeira inimiga, devido ao rigorismo que precede o inverno e ao próprio, quando se combate durante anos a céu aberto. A França esqueceu-se de levantar o olhar além de suas fronteiras e entender que o seu adversário não seguiria o mesmo raciocínio no caso de um novo conflito, como de fato ocorreu. A Alemanha pensou diferente e investiu na estratégia da mobilidade relâmpago e compacta, a “blitzkrieg”, e venceu a primeira etapa da Guerra Mundial, com uma estratégia nova.
Os conceitos que fundamentam a Defesa Civil em nosso país estão alicerçados nos tempos da Segunda Guerra Mundial, portanto com uma visão geopolítica defasada e anteriores ao Aquecimento Global e suas conseqüências. A Guerra Fria foi ideológica e poucos riscos trouxeram de fato, a Paz Armada, a polarização entre Estados Unidos da América e União das Repúblicas Soviéticas, muito embora fosse o período em que foram idealizadas e produzidas as verdadeiras Armas de Destruição em Massa, controladas no âmbito das duas potências rivais. Pós Guerra Fria houve uma disseminação dessa tecnologia em direção aos países periféricos e considerados de baixo desenvolvimento, e disparada uma Guerra Cultural entre o Ocidente e o Oriente com a formação de um novo Eixo, com a Nova Rússia, Nova China, Índia, socialismo latino-americano libertacionista e nações islâmicas, e, ações de grupos terroristas independentes de estados nacionais, elevando-se a temperatura mundial.
As conseqüências do Aquecimento Global já são sentidas em todo o Planeta Terra salpicadas de catástrofes em 2007, ano considerado recorde nesse item mencionado. E hoje até as previsões mais otimistas estão recuando numa velocidade preocupante. Pairam no horizonte escuras nuvens na geopolítica da fome, nas epidemias planetárias, na economia mundial, demonstrando vulnerabilidades, fragilidades, lacunas e incertezas.
A Defesa Civil precisa observar o relógio simbólico de Chicago e se posicionar em rede nos três níveis da federação e atuar regionalmente, sair de seu nicho e integrar-se no tecido social, sua razão, seu habitat, sua finalidade. Isto vale para o Município, Estado e União. O envolvimento do cidadão deve ser buscado sempre em todos os momentos e principalmente na elaboração de um Plano Estratégico de Defesa Civil, vislumbrando-se os possíveis cenários, direcionando-se as ações, recursos e soluções tanto em termos de planejamento, como socorrista e de apoio.
Deve preparar-se para utilizar-se dos diferentes meios de comunicação de massa em quaisquer momentos e organizar uma rede de rádio-amadores no país, pois avisos e comunicados podem salvar vidas, minorar estragos, agilizar socorros e possibilitar o restabelecimento de condições mínimas de sobrevivência da população afetada, se houver a organização em rede.
O Estado, nos seus três níveis de organização deve promover cursos específicos e temáticos, promover campanhas educativas, treinar voluntários e a população em geral e implantar o conteúdo Defesa Civil como tema transversal nas escolas, encarando-o com exercício de civismo, na prestação de solidarismos. Deve manter reservas estratégicas de todos os itens essenciais para a sobrevivência da população, disponibilizando-os de acordo com critérios técnicos, visando sempre o bem comum. Deve valorizar o tempo de voluntariado, como ação social relevante de fraternidade, destacando-o como integrante da Defesa Civil Nacional.
A Defesa Civil deve buscar sempre a integração e o envolvimento de todos os setores organizados da sociedade civil, como tarefa precípua, pois é no tecido social que atua e de quem está a serviço, integrando-a com os órgãos do poder público relacionado com sua área de atuação.
Se quisermos ter de fato uma Defesa Civil moderna e eficaz no país, em todos os Municípios, devemos isentar de impostos todos os itens que a mesma utiliza e possa utilizar para que se equipe e se mantenha equipada, para as eventualidades atuais.

ANO NOVO, DESAFIOS ANTIGOS...

por VERA CAVINATO
Coordenadora dos Professores sa E. E. Brasil


O ano é novo, as intenções são novas mas os desafios permanecem inalterados. Em parte porque desafios são eternos. Se não forem alcançados eles reaparecem em nossa agenda até o serem! Se forem alcançados, as metas é que crescem e se tornam objeto de lutas, empenho, dedicação e trabalho, muito trabalho.
Para nós, professores, a preocupação é redobrada: além de sermos desafiados a cumprir o nosso trabalho, temos o desafio de convencer nossos alunos a aderirem à mesma causa. Tarefa difícil!
Os resultados para procedimentos conhecidos também já são conhecidos. É hora de buscar estratégias novas. O segredo é fazer um estudo minucioso para descobrirmos o que não está dando certo: Falta empenho? Falta dedicação? Falta estrutura? Falta apoio? Falta coragem?
Falta conhecimento?
Para tudo existe uma ajuda. E essa ajuda é necessária e reconfortante ao mesmo tempo porque nos ajuda a diminuir a angústia e trazê-la a um nível administrável. Não podemos nos esquecer que a angústia dividida com um grupo é menos sufocante. Aí entra o espírito de grupo, de comunidade, de parceria.
Projetos? Existem muitos! Vamos ler mais, vamos caminhar mais, vamos pedalar mais, vamos construir novos conhecimentos, vamos dar uma mão à natureza, ao meio-ambiente, ao mundo, à vida, vamos pesquisar novos meios de ensinar e aprender.
Com certeza não nos arrependeremos por termos tentado. Vamos reconhecer as possibilidades, nada romântico, bem realista. Isso se chama amadurecimento.

A breve busca encantada de Winnie

por WINNIE HANSEN
parte 2


O Centro é composto por três fazendas principais e algumas outras áreas. Cada construção, cada mata, cada jardim, cada cantinho ali tem uma energia peculiar, específica, e a beleza de certos lugares é capaz de colocar-nos instantaneamente em profunda reverência e silêncio.
O Silêncio, o verdadeiro Silêncio, deveria ser considerado a mais pura e mais perfeita expressão do Criador, porque está em todos os lugares e momentos, em todas as formas de vida, em todos os seres, em todos os mundos...
Nós, os bons seres humanos, sentimo-nos tão cheios de conteúdo, de razões e certezas, tão profundos e sábios, porque gastamos nossas vidas aprendendo e ensinando aquilo que nos parece ideal. Pobres de nós, que mergulhados em absurda superficialidade, gastamos toda a vida em buscas vãs, que não nos permitem sequer sairmos de nosso próprio universo individual e egocêntrico.
O equilíbrio da Vida mantém-se perfeito quando os níveis de amor existentes em um ser ultrapassam os limites de sua natureza. Até que ponto nossa vida, tão pequena e insignificante, mantém-se em equilíbrio e harmonia? Pobres de nós, que cremos ser amáveis e amar a tantos outros. Conhecemos o verdadeiro Amor?
Naquele novo mundo, aprendíamos há abrir um pouco mais os olhos e a consciência de forma a perceber todos os seres e vidas que existissem por onde passávamos. Depois de percebê-los, deveríamos então devotar-lhes profundo respeito e reverência, por ser parte do Todo. Em seguida aprendería-mos a amá-los com amor tão profundo e verdadeiro, que nos permitisse entender, não de maneira funcional e utilitarista, o verdadeiro propósito, a Tarefa de cada um daqueles em que pousávamos os olhos, ou que percebêssemos de alguma forma, porque tudo que vive é nosso próximo.
Na Fazenda eu fui parte de um grupo de crianças e jovens que, como eu, buscavam de alguma forma um novo conceito de vida. Passávamos a maior parte do tempo juntos: nas tarefas com o reino vegetal, também chamado Natureza, nos trabalhos com música, nos momentos de estudos, nas orações. E o tempo cuidou de aproximar-nos o suficiente para nos sentirmos irmãos, para nos tornarmos um grupo.
No começo desta experiência morávamos na mesma área e nossa principal tarefa era cuidar das árvores e dos lagos. Lá aprendemos a deixar de lado o hábito de ver a Natureza como algo a ser explorado e utilizado. Não cortaríamos um galho para que posteriormente a árvore nos desse mais fruto, não arrancaríamos alguma planta porque não nos servia mais, não alimentaríamos os peixes para depois comê-los, e tampouco tínhamos lagos para criar peixes. Tudo era feito em função de manter harmonia e equilíbrio perfeitos, porque não estávamos ali para ganhar alguma coisa ou para sermos felizes, deveríamos ser servidores daquele mundo.
Meu Deus! Será possível que não enxerguemos o quanto estamos como humanidade, distantes da Vida? Quantos rios nós matamos com produtos químicos inúteis e com toneladas e toneladas de dejetos? Quantos milhões de quilômetros quadrados de florestas milenares nós destruímos para criar naqueles espaços animais que servirão apenas para saciar-nos desejos instintivos e estimular-nos a gula? Quanto tempo gastamos em cuidados absolutamente desnecessários com nosso corpo? Quanto tempo perdemos na ilusão de acumular montanhas daquele papel chamado dinheiro? Quantas de nossas criações foram benéficas à todo o planeta? Será que nos permitimos fechar-nos tanto em nosso egoísmo, que já não temos como romper a crosta de futilidade que nos envolveu?

CAPA janeiro de 2010 #63

Arte final da edição de janeiro de 2010 especialmente escolhida em homenagem aos nossos políticos, seja aqui, seja acolá....
por Dragon Stojanovic_SÉRVIA

DESENHO DO GRANDE ARTISTA CLASSIFICADO NO V SALÃO DE HUMOR DE LIMEIRA, DRAGON STOJANOVIC, QUE É A CARICATURA DO PRESIDENTE DA BOLÍVIA, EVO MORALES. ESCOLHIDO PARA COMEÇAR O ANO DE 2010 COM HUMOR, MAS VEJA QUE ESTE SORRISO MOSTRA ALEGRIA, CONTENTAMENTO, E ESTA ERA NOSSA INTENÇÃO. UM POLÍTICO QUE RI, FELIZ, MAS NÃO MOSTRA TUDO QUE É, NEM TAMPOUCO SUAS INTENÇÕES, SEJAM BOAS, SEJAM MÁS, PERO.... ISTO QUEM VAI JULGAR É PAPAI DO CÉU....

Carta ao Prefeito Silvio Felix

por ROBERTO BONOMI
Editor do Jornal O PIU e
Idealizador do Salão de Humor de Limeira


Caríssimo Prefeito de Limeira Sr Silvio Felix, como vai?!
Esperamos sinceramente que Vossa Excelência esteja passando muito bem!
Gostaríamos de aproveitar o ensejo desta humilde missiva e apelo que vos encaminho, dizendo e parabenizando seu mandato como Chefe da Casa do Povo, conhecida por muitos como Paço Municipal, ou mais popularmente como a Prefeitura Municipal de nossa querida e estimada cidade de Limeira.
Então vos é necessário um elogio e um agradecimento sincero em sentido a todas as obras de melhoria para ampliação de nossas estradas e nossos canteiros, o embelezamento de nossa cidade. A revitalização de prédios históricos, a manutenção das guias e ampliação para deficientes, nosso ribeirão Tatu que teve seu apoio e agora respira feliz (publicamos foto na edição de abril de 2009), o vigor e entusiasmo de sua gestão.
Gostaríamos de registrar que o Jornal O PIU, agradece em nome da população de Limeira, todo seu empreendedorismo que vem trazendo benefícios para nossa cidade. Lembro-me muito bem de quando chegava à entrada de Limeira, onde encontramos as Mega Multinacionais ali estabelecidas, e me sentia mal pelo pouco cuidado que era dispensado em nossa passagem em direção aos nossos lares e entre outros afazeres na vida cívica de Limeira.
Agora quando chego aqui digo com palavras em voz alta ”Que Deus abençoe estes homens que trabalham por nossa cidade com afinco e dinamismo!”.
Realmente Limeira mudou, e mudou para melhor. Não é difícil ouvir nas ruas o povo falando e elogiando Vossa Excelência Silvio Felix e as grandes melhorias que trouxe para Limeira. O Prefeito mais votado da história limeirense. Sabemos também que este é um plano antigo de Vossa estimada pessoa, que agora em seu segundo mandato consegue por em prática vigorosamente.
Gostaríamos de lembrá-lo também, dentro de nossa área, Cultura, Arte, além de um jornalismo que visa engrandecer Limeira, incentivo à educação e os bons costumes, estamos, não possivelmente tão realizados e satisfeitos como Vossa Excelência, quiçá por não ter uma equipe tão valiosa ao nosso lado (diretamente falando, pois temos colaboradores e parceiros do mais alto nível, fundamentais para nosso trabalho) , quiçá por falta de investimentos, mas seguindo em frente com muita garra e também com muito apoio de milhares de cidadãos limeirenses, e de outros muitos lugares, onde a parceria Prefeitura/ Jornal O PIU só traz benefícios para todos. Para citar um bom exemplo gostaríamos de lembrá-lo que em nossa última e 5ª edição do Salão de Humor de Limeira em 2009, tivemos a participação de 33 (trinta e três) países do mundo e 16 estados brasileiros, totalizando mais de 1.300 (isso mesmo, mil e trezentos) trabalhos inscritos. Não é de admirar que para chegar até este ponto nosso esforço foi tremendo e incalculável. Nossa Comissão Organizadora, publicada em abril de 2009, contou com a participação do Senhor Domingos Furgione Filho, Secretário de Turismo e Eventos, que aceitou nosso convite para Vice-Presidente de nossa Comissão Organizadora.
Nossa Comissão Premiadora, da qual Vossa Excelência estava incluso em primeira instância, como manda o protocolo, e do qual fizemos o convite publico para sua participação, em nosso editorial, publicado na mesma edição do Jornal O PIU em abril de 2009, com 6 meses de antecedência do evento para setembro ( mas sabemos de sua agenda ocupada de outros compromissos importantes, portanto não pode estar presente) que foi representado por Vossa Senhoria o estimado Dr. Siddhartha Carneiro Leão, Secretário de Segurança Pública de Limeira que aceitou nosso convite a ser membro da Comissão Premiadora, da qual a presença muito nos lisonjeou e prestigiou no evento no dia da inauguração, dia 9 de setembro de 2009. Isso só para citar alguns excelentes exemplos, e nossa gratidão, em poder tê-los neste grande evento que se tornou o Salão de Humor de Limeira idealizado, realizado e produzido pelo Jornal O PIU.
Este apoio moral, que não faz milagres, mas entendemos que Vossa ilustre pessoa, quer ver resultados antes de, falando com uso ao jargão popular “ponha a mão no bolso”. Afinal este dinheiro pleiteado, dinheiro público que Vossa Excelência administra com sua equipe, é para o bem estar da cidadania e da ordem, além favorecer as áreas, principalmente áreas de suas Secretarias (devido à importância de suas representações, como por exemplo, a Secretaria da Cultura) formadas com pessoas, como, por exemplo, os dois Senhores citados acima que são de sua máxima confiança e competência.
Pois não é que algo está nos afligindo deveras, e gostaríamos de compartilhar com Vossa estimada Excelência a questão. Tivemos para esta última edição, não só o apoio da Prefeitura de Limeira, mas também de três Secretarias Municipais que estavam gravadas com seus logotipos em nosso cartaz, nosso Jornal, outros Jornais de extrema importância de nossa cidade, em nosso blog, responsável pela descoberta do mundo e de sua atenção para nosso evento. Está divulgação também se deve aos nossos amigos do meio artístico que foram de fundamental importância, para a vinda de mais artistas, brilhantes e competentes mundo afora, além de nossos irmãos talentosos brasileiros. Queremos frisar e agradecer, dividir o sucesso, por toda esta atenção e confiança em nosso digno e esforçado trabalho.
Vossa excelência, como um homem justo e de muita fé, sabemos praticante e presente na Igreja como Evangélico que é, e muito estimado por sua paróquia, entende os sacrifícios que fazemos em nome de nossa cidade e das bem feitorias que trazemos para ela, sim, pois Vossa pessoa nos é um exemplo de empreendedor e fazemos todo o possível para seguir este exemplo.
Pois então acontece o seguinte. Em conversas informais que tive com Vossa Excelência, a primeira em Maio de 2009, onde nos encontramos na Rua Santa Cruz e falamos rapidamente sobre o apoio do Salão de Humor de Limeira, do qual, Vossa Excelência nos foi e atencioso, garantindo seu apoio em nosso evento.
Depois, já em outubro, dia 6, conversamos também quando o grande artista Ziraldo esteve visitando nossa cidade, e mais uma vez reforçamos este apoio que já estava em momento crítico, já que nos faltava recursos elementares para a finalização e compromissos admitidos por nossa confiança em diversos setores contando com sua palavra dada e comprometida. Lembro-me que anotou nosso telefone com a ajuda de sua Secretária muito prestativa. Ziraldo até comentou vendo minha preocupação “Não se preocupe Roberto, o Prefeito Silvio é um cara bacana, escritor deste belo livro (mostrou o livro em suas mãos de autoria de Silvio Felix) e obviamente vai apoiar este evento tão bem sucedido que só mostra mais uma boa ação em seu mandato e deixa seu nome na história da Cultura e das Artes de Limeira...”. Fiquei muito feliz com este consolo e mais uma vez acreditei!
Ai, quando nos encontramos novamente, na inauguração de um departamento ligado à Cultura, em novembro, na Secretaria Municipal da Cultura, Vossa estimada Excelência, muito educado e atencioso, nos reforçou o apoio e nos cumprimentou pelo belo trabalho, nos endereçando à Secretaria da Cultura para que pudéssemos então, ter o devido apoio pois já havia autorizado este apoio. Pediu-nos que levasse o orçamento, que foi protocolado na mesma Secretaria, o que fizemos de pronto. Infelizmente, a pessoa competente à Secretaria da Cultura não foi capaz de atender nossas necessidades, conforme Vossa Excelência nos havia nos dirigido e indicado, e até os dias de hoje, em janeiro de 2010, ainda não fomos atendidos.
Queremos reforçar que estamos, dentro de seu governo, fazendo a parceria por 5 (cinco) anos consecutivos, e divulgamos a Prefeitura de Limeira como grande parceira da Cultura e das Artes, e dos esforços voltados para esta área.
Agora o que está acontecendo é a cobrança dos artistas que não receberam seus devidos prêmios após quase seis meses após a inauguração em setembro do evento.
Um grande amigo meu me disse: “Roberto, mas o Prefeito não assinou nada, não pode cobrá-lo...” e eu respondi tranquilamente e com firmeza “Acredito e confio na palavra do Prefeito de Limeira Vossa Excelência o Senhor Silvio Feliz, um homem de palavra e respeito”.
Outro amigo meu chegou a escrever uma carta de próprio punho literalmente aclamando a maior atenção ao nosso evento e aos nossos esforços como produtores da Cultura sendo artistas que somos.
Para terminar queremos deixar em evidência que até os prêmios, elaborados com muito custo, de matérias nobres, com o apoio do setor privado, feitos os troféus em aço inox de melhor qualidade, tratados e trabalhados por vários profissionais, nosso certificados que são feitos com muito esmero, nossa publicação a edição de setembro de 2009 que foi publicada em preto e branco com apenas 1000 exemplares, pois não tivemos fôlego (dinheiro) para sustentar todo o empenho comprometido.
Sabemos que Vossa excelência tem muitos afazeres e muitas coisas importantes, além de nosso evento e nossas boas intenções de promover a Cultura, a Arte, a Educação em prol do município, como é seu dever, estimulando diversos aspectos nestas áreas, com o reforço de nossa humilde publicação o Jornal O PIU, em nossa querida e amada cidade de Limeira.
Esperamos que agora neste ano de 2010 que começa, consigamos colocar em ordem nosso Salão de Humor de 2009, e finalmente enviar os troféus e prêmios para os mais longínquos e distantes cantos do mundo, que conquistamos, também, graças ao apoio moral, e o profissionalismo das pessoas citadas acima de sua Prefeitura.
Agora aguardamos sua posição, já que inúmeras vezes nos dirigimos à Prefeitura em busca de uma audiência com Vossa Excelência, após termos falado com sua equipe diversas vezes, enfim após esforços mil em vão para a conclusão de NOSSO evento de 2009, para que possamos começar com o pé direito o trabalho em prol do VI SALÃO DE HUMOR DE LIMEIRA agora em 2010, e novamente, com apoio devido da Prefeitura Municipal de Limeira, mais consistente e estruturado, é claro, mostrar a raça do povo limeirense, suas grandes conquistas e parcerias, e demonstrar mais uma vez o grande homem que temos em dos encargos mais importante de nossa cidade, Vossa Excelência, o Senhor Prefeito da cidade de Limeira, Silvio Felix.

PORTA RETRATO


Na foto o professor Antonio Perches Lordello, com seus alunos de 4ª série no ano de 1940, na E. E. BRASIL, onde lecionava. Podemos ver figuras muito conhecidas da sociedade limeirese como Dr João Batista Borelli, Wail Brigatto, Luiz Carlos Correa da Silva (o seu Lemão), Vicente Mittitier, Homero Lencione Gullo, Osvaldo Ernesto Fellizi, José Antonio Machado de Campos. Arquivo E.E. Brasil

A busca encantada de Winnie [01]

por WINNIE HANSEN

Certa vez dei-me conta de que alguém havia separado nossas vidas em anos, meses, semanas e dias para que assim, nos sentíssemos donos de nosso próprio tempo, já que desta maneira poderíamos controlá-lo. Pobre de nós, tão iludidos ficamos, que não percebemos que com cada dia ou hora que contamos ou planejamos, estamos na verdade perdendo a preciosa oportunidade de viver cada instante como único, absolutamente único.
Em um desses dias contados de minha vida comum, bateu-me à porta a oportunidade de conhecer um mundo novo, que seguia leis completamente diferentes daquelas que esse nosso mundo nos apresentava. Todos ali buscavam de alguma forma encontrar algo que não fosse o decadente sistema da vida vigente. Era como se ali pudessemos estar mais perto de uma energia Divina.
Para aqueles que se sentem satisfeitos e plenos, dentro de suas vidas comuns, naturalmente aquele não parece ser um lugar tão especial, porque para estarmos ali se exige algumas renúncias, alguns esforços e algum descontentamento com tudo aquilo que se é, e que se vive.
Aceitar o convite para ser membro daquele mundo tão diferente foi a primeira idéia que me passou pela cabeça, e foi a idéia que levei em frente, talvez por orgulho, talvez por algum outro motivo inexplicável, porque assim como muitos, ou talvez todos os outros que estão e que já estiveram lá, jamais estive à altura de viver tão inusitada experiência.
Tinha 15 anos quando fui morar nesta Fazenda, um centro espiritual no sul de Minas Gerais onde a principal meta é buscar a Vida Monástica e viver únicamente voltado a Deus, deixando de lado todas as expectativas de uma vida normal. É claro que eu não tinha vivido tanto, quinze anos não são nada, se comparados, por exemplo, a idade de nosso planeta. Deixar para trás tudo aquilo que eu havia construido ou estava em vias de construir, não parecia e nem foi fácil, se é que em algum momento eu consegui libertar-me por completo de todo o meu passado.
Em nossas vidas aprendemos a construir nossas bases em frágeis e instáveis terrenos, e nossos castelos são feitos de materiais perecíveis, que não poderão transpor as barreiras da Eternidade. Pobres de nós, tão cegos em nossa visão, que entregamo-nos a uma vida tão pequena e vazia, sem percebermos que tudo não passa de castelos de areia, que quando lançados ao vento desmanchar-se-ão em incontáveis pedaços de sofrida desilusão.
No começo desta nova vida tive medo de desaparecer do mundo que eu conhecia, deixar para trás a familia, a casa, os cães e gatos, os amigos, a carreira que eu planejava e todas as milhares de outras coisas e coisinhas que compunham a minha vida. Engraçado... Para mim aquilo era um passo definitivo, era como se eu fosse estar ali, naquela Fazenda, pra sempre, já não haveria retorno.
Prometi visitas periódicas, prometi manter contatos, prometi que não abandonaria o mundo, dando-me a desculpa de que aqueles de meu convivio sentiriam muito se eu os deixasse completamente, quando na verdade era eu, na minha falta de coragem e de entrega a Deus, que não desejava sentir-me abandonada por tudo aquilo que era a minha base, o meu castelo.
Apesar de já conhecer diversas áreas desta Fazenda, quando cheguei lá para ficar definitivamente, tudo me parecia diferente e novo. Naquele dia meus olhos demoravam-se em cada detalhe daquela vida tão diferente, tão especial. Tudo parecia tão suave, tão delicado e puro, que automaticamente todos os meus movimentos, o tom da minha voz, os meus pensamentos, tudo em mim tornava-se mais leve e sutil.

Los hombres que quierem agarrar todo....

probezitos...
por Fredy Villamil


mira, todo que és malo hã...

Déficit democrátrico

por JOÃO RENATO ALVES PEREIRA
Professor Mestre, pioneiro no combate ao Assedio Moral, palestrante e escritor

Longe está a Democracia Brasileira do ideal, do fundamentalismo ético, do sonho helenístico ateniense, ou dos “Iluminados” do “Siècle des Lumièries”, em particular de Rousseau e Montesquieu, que tristes estão com a nossa performance. Está mais para a República Velha de sempre, cujas práticas parecem nortear mais os corredores e porões dos Poderes Executivo-Legislativo, refúgio do conservadorismo de privilégios, do que as tribunas, as cátedras, os plenários do magistério oficial de nossos governantes e legisladores. Essa arquitetura do Poder, que se caracteriza pelas cortinas fechadas, afastadas da translúcida renovação, onde o mofo desse museu de valores arcaicos contamina até os idealistas, cegando-os igualmente por uma cultura viciosa que irriga as artérias, mas não os vasos periféricos que dariam o dinamismo das potencialidades à sociedade real, pois ali se idealizam, mas não se concretizam e nem se constrói o superávit democrático. Lutemos pelo superávit democrático.
A República Constitucional estabelece três poderes, harmônicos e independentes entre si, sendo que a prática criou nos subterrâneos, num contexto híbrido, um “parlamentarismo executivista” ou um “executivismo parlamentarista” camuflado, onde o faz-de-conta aparenta uma autonomia, essa sim inexistente, pois o entra-e-sai de Secretários e Ministros que exercem o Poder no Legislativo se “licenciam” para ocuparem cargos no “independente” Executivo denota a mancomunação, eivada de interligações anti-democráticas, sendo oligárquicas, em prejuízo dos talentos brasileiros que poderiam inovar, renovar e expandir idéias. Mesmo “licenciados”, mas com direito ao regresso, não deixam de ser do Poder Vizinho, o que cria uma ligação, uma teia, um canal, um duto de dependência. Em nome da governabilidade se sacrificam valores democráticos. Esse hibridismo de coluna do meio possibilita o surgimento de um “quarto” poder, o de Funcionamento, que envenena o motor, que deveria ser dinâmico por si só e acaba apenas perpetuando um republicanismo envelhecido, tornando a República Nova, Velhíssima. Lutemos, portanto, pelo fim da nomeação de membros do Legislativo pelo Executivo, para o Executivo e no Executivo.
A reeleição de FHC custou caro à democracia brasileira, pois deu seqüência no Poder Executivo a um costume arraigado no Legislativo brasileiro, onde políticos vitalícios, imperiais detém cadeiras e se eternizam, impedindo a renovação de poder, impedindo dessa forma a sociedade de avançar. Aliás, segmentos significativos são excluídos, pois muitas vezes, não tendo condições de igualdade de oportunidades, de organizarem-se, e acabam excluídos da vez de um direito natural, de ter voz ouvida. Deveria haver um interregno de no mínimo dois anos entre um mandato, e outro para evitar um continuísmo, e assim gerações sedentas de exercerem a cidadania o fizessem, oxigenando o sistema e potencializando as mudanças, evitando ossificações que em algum dia precisam ser quebradas para a História do povo avançar. Evocamos o princípio da igualdade real e não fictícia, pois os ocupantes de cargos querem Legislativo, como Executivo, tem uma dianteira de 42 meses contra os três meses dos novos postulantes. Lutemos, portanto pelo fim da reeleição nos dois Poderes.
A escolha dos candidatos pelos respectivos partidos lembra mais a nomeação patrocinada pelo peso da caneta dos detentores do poder partidário, quando deveria se um processo democrático de exposição de idéias e pessoas , pois optamos pelo sistema republicano presidencialista, de mandato de quatro anos, em vez do parlamentarismo. Assim precisamos conhecer o candidato antes da oficialização da candidatura, sendo que da campanha, em diante, apenas, propaganda política. A depuração deveria se iniciar no processo interno, mais natural, evitando-se as deformações empacotadas dos marqueteiros. A segurança da democracia estaria assegurada também pelos partidos e não vinculadas aos detentores das instâncias partidárias. Lutemos pela implantação de um longo processo democrático de escolha dos candidatos.
Precisamos de uma emenda constitucional que defina explicitamente, fundamentada em parâmetros sólidos, o número total dos chamados cargos comissionados, que deveriam ser em número reduzido e proporcional em relação às despesas da folha de pagamento, ao número dos concursados e apenas em funções diretivas de alto escalão.
E de quebra lutemos para que os Tribunais de Contas deixem a alçada do Poder Legislativo e passem para a alçada do Judiciário e deixem, portanto de proferir “Pareceres” como ocorre atualmente, e proferiam “Sentenças”, praticando a sua verdadeira missão.
Lutemos pelo superávit democrático.